Cuida que é uma borboleta que quebrou a crisálida para ostentar o brilho fascinador de suas cores; mas engana-se: é apenas uma formiga que criou asas para perder-se.
(José de Alencar - Ao correr da pena)
Esse aqui eu 'ganhei' da minha mãe. Na verdade, ela comprou pra ela mas não curtiu muito e quis trocar comigo e claro, eu aceitei.
Já esse, eu me dei de presente de Natal! ^^
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Ganhei outras coisas também, como livros, cuecas, pingente de ouro, chinelo e agendas...
1. [msn]
Ele: tem muita gente chamando no msn, não consigo dar atenção pras pessoas importantes.
Eu: Tudo bem, depois a gente se fala então.
Ele: Você é uma das pessoas que eu quero dar mais atenção.
2. Quando ele disse que gostava quando eu deixava mensagens no msn dele quando ele não estava.
3. Quando ele brigou comigo depois de ter me mostrado uma foto do orkut, fiquei sem reação com a raiva que ele demonstrou no momento. Naquele momento, mesmo tendo feito as pazes eu percebi que ele já não gostava mais de mim, pelo menos não como antes.
Tantas coisas legais aconteceram nos últimos dias...
Saí pra comprar a minha cam nova, uma Sony Cybershot W215, comemorei o Excelente da defesa de TCC de um amigo tomando café na sala do Campus Flutuante e depois fui comemorar outro Excelente, também de TCC, no Do Pará com uns amigos. Fiz compras para a confraternização do Projeto que eu sou bolsista junto com a Pri, minha colega de trampo e depois fomos almoçar tortas (salgada e doce).
No final de semana, mesmo estando com febre, fui pra casa da Profª Socorro pra vermos as coisas da confratenização, isso no sábado, no domingo já bem melhorzinho o pessoal apareceu para o churrasco. houve a troca de presentes, sorteio de livros e a Profª ainda deu lembrancinhas pro pessoal.
... Porém, o que mais me chama a atenção hoje é que percebi ainda mais o quão insignificante eu era para ele, tendo em vista o que ele recentemente postou no blog. Uma delas foi uma síntese do ano dele, não fui mencionado e a outra foi um texto parabenizando um amigo, pelos anos dele; o que não aconteceu comigo nem de perto, na verdade não aconteceu, ele não se lembrou.
As cartas de amor
deveriam ser fechadas
com a língua.
Beijadas antes de ser enviadas.
Sopradas, respiradas.
O esforço do pulmão
capturado pelo envelope,
a letra tremendo
como uma pálpebra.
Não a coisa isenta, neutra,
mas a espuma, a gentileza,
a gripe, o contágio.
Porque a saliva
acalma o machucado.
As cartas de amor
deveriam ser abertas
com os dentes.
Carpinejar
Tenho acreditado, já há algum tempo, que as cartas, nos dias de hoje principalmente, são provas cabais de sentimentos verdadeiros – sejam eles de ódio ou de amor; de quem as escreve para quem as deverá receber, mesmo que elas não cheguem nunca.
As pessoas que enviam cartas, ou as que apenas as escrevem, são as últimas românticas, os últimos a morrer de ódio e matar por amor.
Nelas, me encanta todo o provável ritual em que são escritas, serão escritas, que em nada pode ser substituído pela mecânica e-mailística.
Sempre que imagino alguém escrevendo uma carta ou ela está em um café de frente para uma praça, de pernas cruzadas, cigarro no cinzeiro com um café ao lado, um céu gris ao fundo ou em um quarto, sentado à mesa com uma luminária acesa e um mar de cartas outonais em torno.
Entretanto nas vezes em que eu escrevi cartas não vesti a fantasia. Sim, já escrevi as minhas cartas. Cartas não-remetidas. Cartas não-respondidas. Não-respondidas, nem mesmo as que foram enviadas.
Penso que as pessoas não dispõem mais de tempo, que elas não sabem mais escrever. Desconfio que elas não tenham mais bom gosto para o papel, para o envelope...
Creio que ficarei assim também.